Desejamos que a mensagem de hoje fosse curta - uma advertência, um conselho amigo do "sacerdote angélico".
Quando o homem perde o
contato com a Cruz Redentora ele se brutaliza: começa erguendo na própria alma
um calvário, e para consolo desta agonia interior, seu primeiro impulso é
levantar cruzes para seus irmãos, numa ânsia de extermínio. Recusando-se, em
obstinada cegueira, a enxergar na cruz do Cristo a carta magna da
confraternização humana, crucificam-se impiedosamente uns aos outros,
arrastam-se em louca emulação, pelos caminhos torturantes de um outro calvário
mais doloroso que o primeiro.
É que o mundo se cobre de
cruzes todas as vezes que se esquece da Cruz. E cada homem é um crucificado,
preso à cruz da angústia e do desespero, no calvário imenso do mundo. Eles que
tentaram alijar o peso suave da cruz redentora, puseram sobre os ombros o madeiro
ingrato de todos os infortúnios.

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