Não é "folk - lore". Não é uma caricatura. Encontro numa expressão antiga a minha própria impressão do festejo 2 de fevereiro no Rio Vermelho: "é coisa pra inglês ver". Mas não digo que não tenha sido uma bela festa! Fotógrafos, pelo menos, fizeram-na. Tudo muito colorido num dia que começou nublado e foi se iluminando. O "shopping de bênçãos" foi montado nas areias e os fotógrafos, cujo número parecia crescer em progressão geométrica a cada minuto, disputavam o espaço com os "fiéis". Figuras bem esdrúxulas com caracterizações no mínimo pitorescas tornavam o ambiente mais engraçado. Reverência, pouca. Música, muita. Tambores "sagrados" para turista tocar - e todo mundo querendo dar a sua "palhinha". Foi negro, bota um turbante e sai benzendo a precinho camarada com folhas de "poder" duvidoso, mas que ninguém conhece. E a concorrência foi grande e o assédio ao povo muito e algumas vezes agressivo! Banho de arroz, banho de pipoca, banho de sal grosso... De mar mesmo, algumas crianças e muitos bêbedos. Memorialista por grande devoção a Mnemosine, a deusa grega da Memória, lembrei de tempos sobre os quais apenas li e ouvi em músicas lindas!... Meu sangue, conquanto mestiço, tem cromossomos bem negros que "dançam" ao som de batuque. Mas ali não. Não ali.
Helenita Monte de Hollanda

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